Pular para o conteúdo

Histórico da Taxa Selic

Evolução da taxa básica de juros da economia brasileira de 2015 a 2026, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

Evolução da Taxa Selic (% a.a.)

Ano (final) Taxa Selic (% a.a.) Variação
2015 14.25%
2016 13.75% -0,50 p.p.
2017 7.00% -6,75 p.p.
2018 6.50% -0,50 p.p.
2019 4.50% -2,00 p.p.
2020 2.00% -2,50 p.p.
2021 9.25% +7,25 p.p.
2022 13.75% +4,50 p.p.
2023 11.75% -2,00 p.p.
2024 10.50% -1,25 p.p.
2025 13.25% +2,75 p.p.
2026 14.25% +1,00 p.p.

Nota: Valores referentes à taxa Selic Meta ao final de cada ano (última reunião do Copom). O valor de 2026 refere-se à taxa vigente em março de 2026. Fonte: Banco Central do Brasil.

O que é a Taxa Selic?

A Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Ela serve como referência para todas as demais taxas de juros do mercado, incluindo as de financiamento imobiliário, empréstimos pessoais, aplicações financeiras e títulos públicos.

Como a Selic impacta o mercado imobiliário?

A taxa Selic tem influência direta sobre o custo do crédito imobiliário. Quando a Selic está alta, os bancos tendem a cobrar juros maiores nos financiamentos, tornando a aquisição de imóveis mais cara e reduzindo a demanda. Por outro lado, quando a Selic cai, os juros dos financiamentos diminuem, facilitando o acesso ao crédito e aquecendo o mercado de compra e venda de imóveis.

O período entre 2019 e 2020 ilustra bem esse efeito: com a Selic em 2% ao ano (mínima histórica), o Brasil registrou recordes de concessão de crédito imobiliário e valorização de imóveis. A partir de 2021, com a elevação da Selic para combater a inflação, os financiamentos ficaram mais caros e o ritmo de vendas moderou.

Selic e financiamento imobiliário

Os financiamentos imobiliários no Brasil utilizam diferentes indexadores. Os contratos atrelados à TR (Taxa Referencial) são menos sensíveis à Selic no curto prazo, pois a TR tem mecanismo próprio de cálculo. Já os financiamentos indexados ao IPCA ou à própria Selic acompanham mais diretamente as variações da taxa básica. Na prática, mesmo nos contratos com TR, os bancos ajustam os spreads quando a Selic muda significativamente.

Selic alta: comprar ou esperar?

Em cenários de Selic elevada, como em 2025 e 2026, muitos compradores se questionam se devem aguardar uma queda nos juros. A decisão depende de diversos fatores: necessidade de moradia, capacidade de pagamento, preço do imóvel e perspectivas futuras para a economia. Vale lembrar que, mesmo com juros altos, é possível renegociar o financiamento ou fazer portabilidade quando as taxas caírem. Utilize nosso simulador de financiamento para comparar cenários.

Investimentos e Selic

Para investidores imobiliários, a Selic alta aumenta o custo de oportunidade: aplicações em renda fixa passam a oferecer retornos atrativos com menor risco. Isso pode reduzir a procura por imóveis para investimento e pressionar os preços para baixo. Por outro lado, períodos de Selic alta podem representar boas oportunidades de compra para quem tem recursos próprios e visão de longo prazo.